Mãe não é tudo igual: Elza a mãe batataense que adotou nove filhos


Se tem uma coisa que não podemos afirmar sobre as mães é que elas são “todas iguais”. Cada uma carrega em seu coração dores, alegrias e experiências únicas. E se os filhos são pessoas diferentes, com necessidades diversas, é certo afirmar que elas são, no máximo, parecidas.

Alguém no mundo vai se identificar com a história da dona Elza Lopes, 64, mãe de dez filhos com idades entre 24 e 44 anos. Nove foram adotados. Dois deles, Renato (38) e Fernando (29), são atendidos pela APAE Batatais desde criança.

Elza conta que ficou impossibilitada de ter filhos logo após o nascimento de Rodrigo, seu único filho biológico. O diagnóstico veio depois do parto, quando teve que fazer a retirada das trompas e foi desacreditada pelo seu médico sobre a possibilidade de uma nova gravidez.

“Sempre adorei criança e pensei, não posso ter um filho da minha barriga, mas posso ter filhos de outras. Então eu me inscrevi para a adoção e com isso, consegui adotar os irmãos Renato e Leandro, gêmeos, na cidade de Campinas”, diz Elza.

A mãe conta que algo curioso aconteceu quando foi buscar os irmãos no hospital. A enfermeira perguntou se ela tinha certeza do que estava fazendo, uma vez que as crianças eram negras. Elza não hesitou ao responder que esse era o principal motivo pelo qual desejava ficar com as crianças. “Eu também sou negra!”, afirmou.

A partir disso, as crianças começaram a ‘chegar’ normalmente até Elza. “Acho que as pessoas ficavam sabendo dessa minha vontade e disponibilidade para receber essas crianças. E pra mim não importava de onde elas vinham e se eram negras, brancas ou amarelas. Pra mim não tinha isso”, explica a mãe, que enfatiza que todos os filhos foram adotados legalmente.

Ela conta que a inspiração vem de sua mãe, que teve nove filhos. Para ela, o cuidado nunca foi um problema, uma vez que já estava acostumada a cuidar dos irmãos. “Qual criança não dá trabalho? Meus filhos me deram o trabalho que qualquer criança dá e toda mãe tem, normal”, acrescenta.

Apesar da bela história que tem pra contar sobre dedicação e amor, Elza não se considera uma mãe diferente das outras ou possuidora de um dom. “Eu sou como qualquer outra. Acho que é uma tarefa de quem se propõe a ser mãe. A própria palavra ‘mãe’ indica que você tem um compromisso sério com os filhos, com a vida e com Deus e esse compromisso tem que ser assumido com amor”, conclui Elza.

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